quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Quase


Quase... Uma palavra que provoca inquietação, que faz eu pensar no meu propósito de vida, que faz eu voltar a brilhar.


Há um bom tempo, lá por 2003, um texto de título 'Quase' serviu de base para as mudanças que senti necessidade de buscar, fazer, acontecer. E agora, alicerçada nas minhas convicções, novamente esta palavrinha me contesta, revolucionando o que não serve, o que sufoca, o que não é! Não existe quase... Ou é ou não é!


Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei decor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

(Quase - escrito por Sarah Westphal Batista da Silva)

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

E ela?


Sábado... A cidade vazia, calor, dia perfeito para visitar amigos e na volta, inusitadamente, conheci o bairro Espírito Santo com suas ruelas sinuosas. Vista fantástica, um chalé charmoso, um champagne... O final de tarde foi espetacular. Enquanto esperava pelo show do Elton John dei uma rápida passada na internet... Encontrei ela! Que vontade de convidá-la para conversar e apreciar a noite lindíssima...

Domingo... 10 e tanto da manhã, um calor sufocante e, mesmo assim, encaro uma caminhada. A tônica dos passos foi me explicar o porquê de não procurá-la... Por mais que eu sinta que ela me quer, não sei o que pensa a respeito, não sei se ainda espera algo de nós, não sei se está disposta a uma aproximação... Afinal, o que há entre nós?

Será que tem lua? Olho para o céu e nada... Queria fazer um pedido...

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Tempo


A Vida está sempre apresentando oportunidades. Pessoas, viagens, situações, sincronias, levezas. Sinto que não há mais como ficar inerte a um sentimento, a um vazio. Sinto falta de alguém ao meu lado, um alguém que me deixe com vontade de estar juntas em todo e qualquer lugar, como eu sentia com ela.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

[estranho seria se eu ainda não a amasse]


Não a procuro
Por mais que ainda sinta seu olhar
Por mais que ainda sinta seus cheiros
Por mais que ainda queira beijar sua nuca
Por mais que ainda queira desenhar seu rosto
Por mais que ainda deseje deitar em seus fartos seios
Por mais que ainda deseje tocar em seus lábios aveludados
Por mais que ainda pense em como meu sorriso é mais alegre com ela
Por mais que ainda pense em como seriam meus dias e noites com ela.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

[joaninha]


Todos os dias penso nela, sempre há uma música, um fato, um cheiro... Lembranças! E mais forte ainda quando uma joaninha novamente pousa na minha orquídea... Um amor para recordar, sempre! Interessante chegar a conclusão de que ela seria meu ideal, porém talvez ela nem tenha noção de que poderia ser tudo isto. Algumas vezes, sinto um aperto no coração e uma dor estúpida só em saber que ela está com alguém. Então penso que, o que importa é ela estar feliz e assim vou fazendo dos meus dias uma saudade.

(...) Amor de verdade, não acaba nunca. Ele se reinventa, ele encontra uma maneira de se modificar, de perpetuar o sentimento. Amor é eterno! Mesmo que não se possa permanecer junto.

domingo, 4 de janeiro de 2009

A menina que roubou meus beijos


Eram 21:47 quando sentamos na beira da praia de Jurerê Internacional para brindarmos as últimas horas do 2008 e aguardarmos alegremente a virada assistindo aos fogos. A noite escura, vento irado, nuvens carregadas, chuvas esparsas, blecaute de energia, mal via os vultos passando pela beira... Abrimos um champagne e logo chegaram os outros. Nossa 'mesa' para 7, tinha frutas, tender e leitão. A conversa fluia, os fogos de artifício coloriam o céu negro, a areia era tomada pelas pessoas que chegavam em grupos, o champagne gelado no primeiro gole, era severamente aquecido pelo vento.

Era quase 1:00 quando ela chegou. Havíamos sido apresentadas poucas horas antes, quando eu estava curtindo a Bi dedilhar uns acordes no violão. Cumprimentou o pessoal e sentou ao meu lado. Entre um gole e outro de champagne, a conversa animada, as risadas gostosas, os olhares furtivos... Eram quase 2:00 hs, ela foi reencontrar a sua turma, com a promessa de voltar. Estava ficando perigoso. Eu não a esperei.

1º de Janeiro, 17:05, uma surpresa... Ela, com aquela carinha debochada, com os olhos brilhando e o sorriso aberto... E, em seguida, a risada. Ahh, adoro a risada dela! Fiquei um tempo sem saber se ficava conversando com as meninas, se deitava na rede enquanto elas cantavam, se ia para um canto ler... Por instantes, fiquei por perto, alguns olhares e, então, resolvi deitar e ler. Em seguida, ela veio se despedir, viajaria alguns milhares de milhas... Durante o rápido papo de olhares intensos, não bastou apenas o beijo com um leve toque no canto da boca, ela quis mais... Beijo, beijo, beijo... Sabia que o espaço era perigoso e era preciso conter a vontade de mais beijo.

A menina me encantou com sua risada e roubou meus beijos.