quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Uma manhã nublada de dezembro de 2004


Eu já te escrevi mil cartas
A chuva ainda não passou
O tempo não apaga marcas...
Hahaha... Que engraçado! Estou adorando cantar uma música do Leonardo, 'Difícil não falar de amor'.

Na real, algumas frases desta música ilustram o meu momento, o tentar escrever uma carta para relembrar o dia que a conheci, uma manhã nublada de dezembro de 2004, numa das praias de Florianópolis. Desenho num pedaço de papel, digito numa tela sem fim, leio, releio, apago, acrescento... Sempre soube que um dia falaríamos sobre esse instante, porém não imaginava que, ao reencontrá-la, os detalhes ganhariam forma. E mais surpreendente ainda é saber que minha intuição não estava errada, apesar dos seus 16 anos.

Enquanto esboço palavras, tenho a sensação de que talvez eu escolha contar olhando em seus olhos...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Salgueiro


Que alegria, que emoção! Depois de 16 anos a Acadêmicos do Salgueiro volta a ser Campeâ do Carnaval do Rio! Em 1991 comecei a curtir e entender um pouco de liga carnavalesca, samba-enredo, ala das baianas, comissão de frente, puxadores de samba e por aí vai. Não sei explicar a minha paixão pela Salgueiro, só sei que desde lá é por ela que meu coração bate quando as escolas dão o seu grito na Marquês do Sapucaí.

Escola da Tijuca, zona norte do Rio, foi fundada em 1953 e fez seu primeiro desfile em 1954. Desde então já foi campeã oito vezes, a última delas em 1993, com o samba-enredo "Peguei um Ita no Norte". Na década de 1960, viveu sua fase de ouro, quando venceu três campeonatos. É da Salgueiro o famoso samba "Pega no Ganzê, pega no Ganzá", de 1971, e a poderosa e tradicional bateria conhecida como "A Furiosa". O samba-enredo deste ano, Tambor, empolgou o público que cantou durante todo o desfile da escola.

O som do meu tambor ecoa, ecoa pelo ar
E faz meu coração com emoção pulsar!
Invade a alma, alucina
É vida, força e vibração!
Vai meu Salgueiro, Salgueiro
Esquenta o fogo da paixão
Ressoou da natureza primitiva comunicação!
Da África, dos nossos ancestrais
Dos deuses nos toques rituais
Nas civilizações, cultura
Arte, mito, crença e cura
Tem batuque, tem magia, tem axé!
O poder que contagia quem tem fé!
Na ginga do corpo emana alegria
Desperta toda energia!
No folclore, a herança
No canto, na dança, é festa, é popular!
Seu ritmo encanta, envolve, levanta
E o povo quer dançar!
É de lata, é da comunidade
Batidas que fascinam
Esperança social, transforma, ensina
Ao mundo deu um toque especial
É show, é samba, é carnaval!
Vem no tambor da academia
Que a furiosa bateria vai te arrepiar!
Repique, tamborim, surdo, caixa e pandeiro
Salve os mestres do Salgueiro.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Não diga sim quando quer dizer não


Hoje o corpo já não tolera mais atitudes que venham contra o que realmente se quer, então cada vez mais percebo que não vale a pena dizer sim quando se sabe que o não é a melhor resposta.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Elegância


Hoje aconteceu algo que me mostrou o quanto alguém conseguiu ser deselegante e, instantaneamente, lembrei do texto "Elegância" escrito por Toulouse-Lautrec.

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto. É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.
Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante, você fazer algo por alguém, e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante retribuir carinho e solidariedade.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do Gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. É elegante a gentileza, atitudes gentis falam mais que mil imagens. Abrir a porta para alguém... Dar o lugar para alguém sentar... Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... Oferecer ajuda... Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras". Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Ser o mundo de alguém


Tua ausência grita em mim, até ensurdecer-me...

Você me mostrou como é gostoso dançar de mãos dadas!

Mesmo o mais simples se torna encantador quando há o teu sorriso para repousar meus olhos...

Dias de me permitir falar o que sinto, o que tem feito meu peito sufocar e meu semblante entristecer. Sentir e não poder manifestar faz com que eu murche como uma plantinha sem sol.

Eu tentei me convencer que era indiferente, que tu já não significavas tanto para mim... o que não é verdade, porque adoro estar contigo. Me faz feliz!!! Aprendo tanto... e teu abraço é o melhor lugar do mundo. Beijinho doce no meu amor! Indo nanar e te ter em sonhos!


Mensagens que chegaram em noites silenciosas... Manifestações belíssimas e profundas que me fizeram pensar na verdadeira frase de Antoine de Saint-Exupéry, "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas".

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

O agora é só meu!


O chamado momento de 'inadequação' está provocando um turbilhão de sensações, gritos, arroubos... Mudanças que, inicialmente, parecem assustar, mas aos poucos percebo o quanto estive longe de mim mesma. O agora é só meu e de mais ninguém.


(...) Pode-se apenas marcar caminhos e movimentos, com uma margem de sorte e de perigo, atravessando tempos e espaços a partir de um olhar necessariamente ancorado no presente...