terça-feira, 28 de abril de 2009

mais poesia


Não importa o que foi.
Não importa o que será.
Fixa a imagem do teu instante
na superfície ou no coração da vida
e esquece o tempo.


(Felipe de Oliveira)

domingo, 26 de abril de 2009

Tempo de falar


Ontem, bastava querer. Hoje, preciso buscar o que está ao meu alcance. Tudo está fluindo, acontecendo, porém percebo que a Vida está mostrando que há algo mais que o simples receber, que o merecer. É estranho ter de pedir, ter de lembrar, ter de 'brigar' por coisas que simplesmente deveriam vir. Cada pessoa reage e lida de forma diferente com os merecimentos, com as dívidas, com as responsabilidades. Confesso estar chateada com a falta de sensibilidade pela demora e posterior protelamento das definições, o que denota uma certa mesquinhez num dos casos, e, no outro, o egoísmo. Como tudo acontece com algum propósito, estou aprendendo a fazer uso da palavra. Tempo de falar, de agir... Tempo de ser Eu.

Martha Medeiros


Há algum tempo senti vontade de conhecer um pouco mais da Martha Medeiros e comecei a ler/reler várias crônicas e textos, muitos retratos da minha forma de pensar e de ver o mundo. Coincidentemente, ganhei emprestado um livro sobre ela na visão de várias pessoas ligadas ao mundo da cultura, da arte, da história. Ela consegue dar dimensão a assuntos que poderiam ser considerados banais, corriqueiros. Ela dá expressão a simplicidade.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Leveza... Encantamento...


"O amor começa com uma metáfora. Ou, por outras palavras, o amor começa no preciso instante em que, com uma das suas palavras, uma mulher se inscreve na nossa memória poética."

"Achamos todos que é impensável que amor seja algo leve, algo que não pesa nada."

"... deitar com uma mulher e dormir com ela, eis duas paixões não somente diferentes mas quase contraditórias. O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de mulheres), mas pelo desejo do sono compartilhado (este desejo diz respeito a uma só mulher)."

"Para um amor se tornar inesquecível é preciso que, desde o primeiro momento, os acasos se reúnam nele como os pássaros nos ombros de São Francisco de Assis."

(A insustentável leveza do ser - Milan Kundera)

"Desde ahora mismo y aquí, hacia donde quiera que estés, parte de mi alma parte a tu encuentro. Sabes que te llevo dentro mío igual que yo sé que tu me llevas dentro. Se trata de un leve pulsar que se abre camino hacia tí cruzando las estaciones, constelaciones, los momentos..."

(Transporte - Jorge Drexler)

quinta-feira, 16 de abril de 2009

sensações de uma viagem


Meus dias no Rio de Janeiro foram simplesmente maravilhosos, apaixonantes! Pela primeira vez não lembrei dos meus cheiros, das minhas coisas e não senti vontade de voltar logo para o meu canto. Uma sublime energia se fez presente desde o momento em que, na madrugada, encarei de frente o desafio da viagem, e assim, com muitos anjos e serenidade, os dias foram de introspecção, de conhecimento, de conversas, de sorrisos, de flertes, de suspiros, de borboletas amarelas, de água-de-côco, de sol, de mar, de morros, de caminhadas em calçadas com desenhos em formato de ondas...

O maior legado dessa viagem é a sensação de leveza e felicidade por ter passado por todas as etapas sem sentir medo, insegurança. De vencer algo que há muito queria. De transpor limites.

E fez parte dessa alegria, assistir duas peças de teatro: 'Uma história de borboletas' e 'Traição'. Adorei! Recomendo!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A força de um pedido


Estava tão bem com a forma como estava acontecendo minha rotina, porém os acontecimentos da semana me pegaram no contrapé. Estou tão feliz tocando minha vida, minhas realizações, minhas alegrias, mas tem certas coisas que lembram, que remetem a um passado não tão remoto. Pedi e receberei... Caramba, esta pequena oração tem força! Afinal, o que eu quero? E agora, o que faço?

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Poesia para a tua tarde...


Coisa tua

Assim que vi você

logo vi que ia dar coisa
coisa feita pra durar,
batendo duro no peito
até eu acabar virando
alguma coisa
parecida com você
parecia ter saído
de alguma lembrança antiga
que eu nunca tinha vivido,
mas ia viver um dia
alguma coisa perdida
que eu nunca tinha tido
alguma voz amiga
esquecida no meu ouvido
agora não tem mais jeito,
carrego você no peito
poema na camiseta
com a tua assinatura
já nem sei se é você mesmo
ou se sou eu que virei alguma coisa tua.

(Música: Waltel Branco Letra: Alice Ruiz)