quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Pedras de Setembro

Revirando minha caixa de poesias, encontrei uma que rabisquei em 1991 e que, para minha surpresa, retrata um momento que vivi recentemente... Pedras de Setembro, levemente lapidada e adaptada ao ano 2007.

A rocha
perdida numa ilha
não pode abraçar o infinito

sem dizimar a tristeza...

Sinto-me só
com o corpo em chamas

clamando pelo teu calor.
Saudade das brincadeiras, das intrigas
do abraço que conheci.
Lágrimas emanam da pedra
os lábios não carregam o sorriso
as mãos não sufocam o ardor
a pele não encontra a emoção.
Está tudo muito diferente

não posso ser agora
se uma dor forte perturba
todo o espaço pede explicação
se não posso me dispersar
em todo o tempo que trilhamos
se não posso gritar para sempre te viver...

A rocha
estraçalhada num coração
não pode buscar a estrela

sem amar a tua alegria...

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