(...) Uma pessoa com uma personalidade aventureira olha e olha, sempre descobrindo outra parte de um ser, sempre se revelando a si mesma somente até um determinado ponto e não além dele, ou talvez revelando uma nova faceta de sua personalidade a cada vez. Entretanto quando se trata de atingir o núcleo interior, a porta está fechada. Então parte e uma nova busca tem início. Cada vez é um desapontamento que só pode ser entendido quando se aprende e se vive as verdades. Não há nenhuma riqueza em revelar-se a muitos. Em tais casos, uma pessoa revela as mesmas características repetidamente para novos parceiros, ou manifesta diferentes facetas da personalidade. Quanto mais numerosos forem os parceiros, com quem queira se dividir, tanto menos dará de si mesmo a cada um deles. Isto é fatalmente assim.
De todos os relacionamentos o mais excitante e o que apresenta maiores possibilidades para o desenvolvimento espiritual, para a unificação individual e para a reciprocidade é o que acontece entre duas pessoas unidas no amor, na atração, e no prazer envolvido. O relacionamento representa para o indivíduo o maior dos desafios, porque é só na relação com os outros que os problemas não resolvidos que estão na psique individual são tocados e ativados. Quanto menos se desenvolve o contato, mais agudo se torna seu anseio por ele. Este é um tipo diferente de sofrimento - o sofrimento da solidão e da frustração. A fricção que se manifesta no relacionamento com outros pode ser um instrumento aguçado de purificação e autoreconhecimento. Quanto mais íntimo o contato, mais expressará a maturidade.
Pode-se medir o sentido de realização pessoal de uma pessoa pelo grau de profundidade do relacionamento e do contato íntimo, pela força dos sentimentos que a pessoa se permite experimentar e pela disposição de dar e receber. A frustração indica uma ausência de contato, o que, por sua vez, é um indicador preciso de que o seu eu se afasta do desafio da relação, sacrificando assim a realização pessoal, o prazer, o amor e a alegria. Quando se quer partilhar apenas na base do receber de acordo com os seus próprios termos, e intimamente amortece o desejo de compartilhar, seus anseios permanecem irrealizados.
É somente através de uma profunda honestidade para consigo mesmo e através do autoenfrentamento que os relacionamentos podem ser mantidos, que os sentimentos podem expandir-se e que o contato pode desabrochar em relacionamentos duradouros. (...)
(O caminho da autotransformação)
É somente através de uma profunda honestidade para consigo mesmo e através do autoenfrentamento que os relacionamentos podem ser mantidos, que os sentimentos podem expandir-se e que o contato pode desabrochar em relacionamentos duradouros. (...)
(O caminho da autotransformação)
Nenhum comentário:
Postar um comentário