terça-feira, 25 de novembro de 2008

Rigidez


Momentos, palavras, sensações... Olhar, sentir, ousar... Lembranças, apertos, deficiências, rigidez... A sessão terapêutica de hoje, aliada a fatos e sonhos, fez vir a tona situações vividas na adolescência, que me machucaram profundamente. Agora é hora de colocá-las para fora e minimizá-las, tornando-as inócuas.


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

[Eternamente Ela]


Surpresa, com a forma e o assunto enfocado para se aproximar e 'falar', mantendo aquela distância que conheço e que agora considero saudável, para que tudo vá muito mais devagar, sem querer apressar o tempo. Dessa vez foi diferente... Li sem me machucar e respondi sem querer me defender. As palavras fluem, os sentimentos transbordam... Ternura... Paixão... Amor! Se não temos como viver esse amor da forma como desejamos, sei que a Vida se encarregará de nos aproximar, para que ao menos possamos nos abraçar e conviver em harmonia ou, então, cada uma seguir a sua caminhada.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

[open your heart]


Por mais que eu tente deixá-la escondidinha na minha alma, quem convive comigo sabe o quanto gosto dela! Penso em como seria maravilhoso se ela cedesse um pouco, deixasse acontecer o que há entre nós, deixasse eu ser inteira na vida dela, e não apenas um pedaço para momentos isolados. Tem horas que a saudade é tão grande, tão arrebatadora! Tenho vontade de ir ao encontro dela, enchê-la de beijos, tocar no seu rosto, rodopiá-la, sair saltitando, curtir os lugares que gostamos, descolar novos cantinhos, ficar quietinha fitando aqueles estonteantes olhos azuis e aquela boca aveludada que me deixa com um desejo louco de roubá-la e nunca mais deixá-la ir embora. Amor da minha Vida, para sempre! One day we will be together!

domingo, 16 de novembro de 2008

Oci


A semana tranquila e a noite muito agradável fez eu sentir vontade de ir no Ocidente, um local que não ia há quase um ano. Os meus erros foram não ter me informado sobre o DJ da noite e ter esquecido o quanto preciso relevar um ambiente minado de cigarro. Incrível como não curto o estilo das músicas desse cara, fico na pista torcendo que a próxima seja melhor e nada... Das noites desse DJ tive apenas uma muito boa, inesquecível. E mais ruim ainda é sair de lá com os olhos ardendo, os cabelos, pele e roupa fedendo, e pensando em não querer voltar, apesar de ser um dos poucos lugares que curto dançar.

Mas o que mais me impressionou foi a invisibilidade... A Vida se encarregou de não 'estragar' a minha noite.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Um novo tempo


Um findi gostoso, sem nada programado, tudo foi se encaixando, não nos obrigando a roteiros, a horários, simplesmente estar, sentir. Falar das buscas, dos medos, das desconfianças, das diferenças nos estilos de vida e rotinas. Sem roubo de espaços, a semana começou leve, com mais tempo dedicado às minhas tarefas, às minhas responsabilidades, aos meus prazeres. A diferença do estar em paz comigo mesma... Cozinhar, o cuidado em harmonizar os ingredientes, os temperos... Relaxar o corpo, a mente... Escutar todos os sons que fazem minha energia vibrar... Caminhar, beber vinho tinto, comer, ler, acordar cedo, tirar uma sonequinha no final da tarde. E quando menos se espera, a vontade de escutar, de falar e, em qualquer momento, encontrar e ser encontrada... E quando o tempo permite, olhar, abraçar, beijar...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vulcão


Outubro, Novembro... Dias, noites... Plantio, colheita... Imersa em trabalho, já não percebo como o tempo voa, tanto que a noite chega e esqueço de olhar para a Lua. Em momento ultra caseiro, reciclando, limpando armários, 'triturando' documentos antigos, doando livros, dando o que não estou usando. Uma atividade feita com prazer, sem pressa... Relembro momentos, pessoas, situações... Percebo o quanto vale a pena guardar cartas, bilhetes, cartões, e-mails dos que tocam, dos que iluminam, dos que provocam, dos que vibram... O que me fez ou faz, sentir!

Algumas preocupações fervilhando e me desafiando a desatar os nós o mais rapidamente possível... Algumas responsabilidades pedindo para serem abrandadas... E um amor que não quer silenciar, que não se perderá, já que nosso tempo não é agora, a ser guardado numa caixinha... Uma questão de tempo, o poderoso tempo!

E o que fazer com alguém que diz me amar, que me extasia, que me adoça, que me acalma, que me contesta, que me desafia, que me deixa furiosa, que tenta minimizar as diferenças e maximizar o que nos aproximou?

Um tempo sozinha para amainar o que tanto insiste em permanecer arraigado em minha alma... Trabalhei o desapego, a vontade incessante... Mesmo que tenha me libertado de sensações provocadas por este louco amor, ainda tenho a sensação de que os dias com ela eram sempre mais coloridos, mais sorridentes, mais leves... Tem manhãs que tenho vontade de ligar e desejar um bom dia, de saber como está, de combinar um café e esquecer as horas... Afinal, depois de ter você, para que querer saber que horas são?