quarta-feira, 27 de agosto de 2008

seria uma quarta entre tantas

Preguiça de acordar cedo para lavar o cabelo, dia de rabo-de-cavalo, o que me deixa com o semblante mais sério... Entro no restaurante, escolho uma mesa ao sol e sozinha começo a digerir os acontecimentos da manhã, porém logo cedo cada lugar vazio da mesa para mulheres peculiares que foram adentrando - encontro inusitado. As conversas sobre a Praia do Rosa, a salsa e suas variedades, o bairro e suas pessoas, o tempo e a forma de aproximação de cada uma... Algumas revelações, surpreendentes. O convite recusado, mesmo sendo o mais esperado, e a decepção... A agitação, o falar alto e os chapéus que assustavam, mas que não encontrava uma forma de se aproximar... A ousadia de quem me achava linda e não teve medo de arriscar... Só o tempo e a convivência provam ou modificam as primeiras impressões que deixamos em cada ser e as que vemos. Voltei para o trabalho, com o sorriso maroto, com o olhar de cada uma delas e com o abraço de quem me faz divagar no que, às vezes, não sei...

Com tantos acontecimentos naquele pequeno lugar, pensei nas pessoas que circulam por lá, que por algum motivo acabam fazendo parte do meu dia-a-dia, e lembrei da Laura. Uma figura ímpar, que surgiu de uma forma muito estranha. Dias atrás há vi, depois de tanto tempo, com os cabelos ondulados pretos, longos, lindos e com um belo sorriso que mais parecia um convite.

É, esse lugarzinho, tão pequeno e simples, reserva algumas histórias e surpresas... E agora promete mais, feliz por saber que a Caroline voltou... Na próxima vez, eu sentarei à sua mesa.

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