quarta-feira, 27 de agosto de 2008

seria uma quarta entre tantas

Preguiça de acordar cedo para lavar o cabelo, dia de rabo-de-cavalo, o que me deixa com o semblante mais sério... Entro no restaurante, escolho uma mesa ao sol e sozinha começo a digerir os acontecimentos da manhã, porém logo cedo cada lugar vazio da mesa para mulheres peculiares que foram adentrando - encontro inusitado. As conversas sobre a Praia do Rosa, a salsa e suas variedades, o bairro e suas pessoas, o tempo e a forma de aproximação de cada uma... Algumas revelações, surpreendentes. O convite recusado, mesmo sendo o mais esperado, e a decepção... A agitação, o falar alto e os chapéus que assustavam, mas que não encontrava uma forma de se aproximar... A ousadia de quem me achava linda e não teve medo de arriscar... Só o tempo e a convivência provam ou modificam as primeiras impressões que deixamos em cada ser e as que vemos. Voltei para o trabalho, com o sorriso maroto, com o olhar de cada uma delas e com o abraço de quem me faz divagar no que, às vezes, não sei...

Com tantos acontecimentos naquele pequeno lugar, pensei nas pessoas que circulam por lá, que por algum motivo acabam fazendo parte do meu dia-a-dia, e lembrei da Laura. Uma figura ímpar, que surgiu de uma forma muito estranha. Dias atrás há vi, depois de tanto tempo, com os cabelos ondulados pretos, longos, lindos e com um belo sorriso que mais parecia um convite.

É, esse lugarzinho, tão pequeno e simples, reserva algumas histórias e surpresas... E agora promete mais, feliz por saber que a Caroline voltou... Na próxima vez, eu sentarei à sua mesa.

domingo, 24 de agosto de 2008

sensações


Cheguei em casa depois de uma semana intensa, sorri com a beleza e o colorido das flores, o perfume delas e do incenso nag champa, o cantinho todo ajeitado pela Dona Solange. Ela adora arrumar as minhas pequenas bagunças, cuidar das flores, trocar algumas coisas de lugar (sabe que não me importo) e deixar minhas roupas, principalmente as camisas, impecáveis. De algum tempo ando tão desligada de certas coisas de casa, que às vezes ela passa um sermãozinho... bah, um sarro! Adoro ela! Pois é, com todo este clima bom, luz, energia, nem pensei em sair. Ducha, cremes, camisolão, jornal, palavras-cruzadas, músicas e para arrematar, meu desejo do dia - café com pão ciabatta, manteiga e queijo! Nessa hora, o aroma do café deixou o canto com cheirinho de casa da mãe, acolhedor, quente, doce.

Sábado, de magnífico Sol! Coloco roupas coloridas e encaro o vento gelado para tomar chima. Conversas, risadas, olhares, doçuras. Depois saio perambulando pelas ruas, entre luzes e sombras... Noite em família, mais algumas rolhas e uma girafa, lindíssima! Na simbologia mística, girafa significa intuição, previsão, força, flexibilidade. Também significa calma, inspiração para se atingir grandes alturas, suavidade, doçura... Chuva, chuva, madrugada de muitas trovoadas...

Manhã de domingo, algumas dores - diria de alma, chá de camomila, a chuva batendo levemente na janela, a cidade parada... olho a caixinha de joaninhas, os beijinhos, e vou para a rua... mais comemoração, companhias divertidíssimas, almoço de degustações saborosas... a noite veio silenciosa, calma, terna, pedindo espaço... abrir, ceder, dividir... sensação estranha.


P.S. outro dia esqueci de comentar sobre o happy hour na 'casa' das 7 mulheres; torta fria levíssima e um belo prato de morangos para serem mergulhados no chocolate ao leite e no branco, e Passion, para molhar as palavras e sorrisos. Para quem sempre vai no fondue tradicional, vale a pena se render ao chocolate branco... combinação perfeita!

sábado, 23 de agosto de 2008

bleeding love ......... sometimes you just have to walk away


uma noite dessas dei uma passadinha rápida no msn, um certo alguém entra e sai, e fica gravada uma frase, um recadinho...


a linda música Bleeding Love by Leona Lewis tem tocado direto nas rádios, porém ainda não havia visto o vídeo no youtube... uauh, babei!! ela está demais!!


sometimes you just have to walk away é da linda canção Walk Away na voz do Ben Harper.


duas mensagens, vários momentos, uma história.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

40


Uhuuuu! Cheguei na tal idade da loba. Fui pesquisar o porquê desta alusão ao animal loba e a explicação mais plausível diz que, a relação que existe é que a partir dos anos 60 o lobo mau passou a se entender com a loba e não mais com a chapeuzinho vermelho e, assim, estava decretado o fim do sexo frágil. Para pensar... Uma coisa é certa, se aos 30, 35 o sexo é show, aos 40 deve ser melhor ainda, e mais ainda quando há amor, reciprocidade, entrega.

A década do 30 foi maravilhosa, com as grandes mudanças no emocional, no profissional, no corpo, mesmo com as dificuldades financeiras em função da vida de mulher separada e do empreendimento a longo prazo, mais as perdas e afastamentos de pessoas. Vai-se percebendo a importância do abraço, da palavra, do estar presente nos momentos mais difíceis dos que nos cercam, do cultivar a amizade e o amor, e de ter cabeça para usufruir a beleza e o sexo em seu auge. E o 40 chega de mansinho, como que pedindo licença, querendo mais vida. É maravilhosa a sensação, a vontade de se cuidar e continuar a ter a aparência fresca dos trinta anos, porém com o diferencial de estar com mais experiência, sabedoria. Hoje com 40 faço mais sucesso que aos 15, 20, 25... é um sentimento muito bom, dá a certeza de estar trilhando o meu caminho, do viver simples e harmoniosamente com a família, os amigos, o trabalho, os desafios, o constante aprendizado e com os que ainda estão por vir. E também cada vez mais saber o quanto as convicções me movem e mostram que é preciso sentir, buscar, viver o que queremos.

19-08-2008 - O dia foi especial, com aquela chuvinha... como disse uma amiga muito querida e que me faz rir pra caramba, chuvas de vida! Eu amei cada bilhetinho, cartão, presente, mimo, ligação, sms, scrap, abraço, beijo, sorriso, discurso, lágrimas... a janta da segunda, o almoço e o happy hour da terça, na noite da terça o ficar em casa deitadinha com a manta laranja, recebendo ligações e ligações, o happy hour da quarta, e já algumas rolhas de champagnes e vinhos (esqueci de guardar para contabilizar a década, rsss...). As orquídeas lilases (lindas, divinas), as azaléias rosas, as rosas vermelha e rosa... cores que harmonizaram com o que escolhi para o dia, que demonstraram o quanto o amor está presente, em toda forma de relacionamento. E também teve o girassol, com aquele amarelo estonteante para lembrar o sol e a leonina de sorrir e brilhar a cada dia deste novo ciclo. Ah, e o primeiro pedido de casamento do novo ciclo, hehe... mas não é para agora não, foi só um doce lembrete para um dia. É, eu quero casar sim, mas este é assunto para outro post!

E mesmo com todas estas alegrias e emoções, eu senti falta do abraço, do olhar, do sorriso, do perfume, da palavra, de quem faz meu coração bater mais forte, acelerado. E para finalizar este escrito escuto Good Enough (Sarah McLachlan)... para te buscar em meu sonho e te trazer para perto do meu coração.

P.S. a dor de garganta chegou na madrugada do meu grande dia e continua comigo... sei do que é esta dor.

sábado, 16 de agosto de 2008

Em alguma folha de jornal


Lendo o Jornal do Comércio visualizei uma frase que chamou minha atenção:
"Não há riqueza maior que a saúde do corpo, nem contentamento maior que a alegria do coração". (Eclesíastes, 30).

Incrível como uma pequena frase consegue traduzir uma grande verdade. É assim tão simples, tão mágico! Querer, permitir! É se permitindo que percebemos o quanto podemos, o quanto a Vida tem a nos dar. Amar, amar muito... Acreditar... Sem medo de errar, sem medo de não saber... Fazer acontecer!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

: renunciar :


renunciar... questionar e estar disposta a ver que há algo mais além dessa perspectiva.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

vida é relacionamento


(...) Uma pessoa com uma personalidade aventureira olha e olha, sempre descobrindo outra parte de um ser, sempre se revelando a si mesma somente até um determinado ponto e não além dele, ou talvez revelando uma nova faceta de sua personalidade a cada vez. Entretanto quando se trata de atingir o núcleo interior, a porta está fechada. Então parte e uma nova busca tem início. Cada vez é um desapontamento que só pode ser entendido quando se aprende e se vive as verdades. Não há nenhuma riqueza em revelar-se a muitos. Em tais casos, uma pessoa revela as mesmas características repetidamente para novos parceiros, ou manifesta diferentes facetas da personalidade. Quanto mais numerosos forem os parceiros, com quem queira se dividir, tanto menos dará de si mesmo a cada um deles. Isto é fatalmente assim.

De todos os relacionamentos o mais excitante e o que apresenta maiores possibilidades para o desenvolvimento espiritual, para a unificação individual e para a reciprocidade é o que acontece entre duas pessoas unidas no amor, na atração, e no prazer envolvido. O relacionamento representa para o indivíduo o maior dos desafios, porque é só na relação com os outros que os problemas não resolvidos que estão na psique individual são tocados e ativados. Quanto menos se desenvolve o contato, mais agudo se torna seu anseio por ele. Este é um tipo diferente de sofrimento - o sofrimento da solidão e da frustração. A fricção que se manifesta no relacionamento com outros pode ser um instrumento aguçado de purificação e autoreconhecimento. Quanto mais íntimo o contato, mais expressará a maturidade.

Pode-se medir o sentido de realização pessoal de uma pessoa pelo grau de profundidade do relacionamento e do contato íntimo, pela força dos sentimentos que a pessoa se permite experimentar e pela disposição de dar e receber. A frustração indica uma ausência de contato, o que, por sua vez, é um indicador preciso de que o seu eu se afasta do desafio da relação, sacrificando assim a realização pessoal, o prazer, o amor e a alegria. Quando se quer partilhar apenas na base do receber de acordo com os seus próprios termos, e intimamente amortece o desejo de compartilhar, seus anseios permanecem irrealizados.

É somente através de uma profunda honestidade para consigo mesmo e através do autoenfrentamento que os relacionamentos podem ser mantidos, que os sentimentos podem expandir-se e que o contato pode desabrochar em relacionamentos duradouros. (...)

(O caminho da autotransformação)

domingo, 3 de agosto de 2008

'me caiu os butiá do bolso'


para alguém que nunca havia usado a expressão 'me caiu os butiá do bolso', os últimos dias tem apresentado situações em que cai como uma luva... admiração, espanto, surpresa... simplesmente boquiaberta!



no limiar de uma espera sucumbi ao sabor de um pequeno grande livro - leitura profunda, verdadeira, retratos de uma realidade. horas depois, o acaso me nocauteia com o fim do doce calor, sem que eu esboce qualquer reação para amenizar a situação, porque por mais que seja algo bom não teria como sustentar, como compartilhar um todo. e uma dor forte rompeu, como que hemorragicamente, feridas - coisas tão bem guardadas pelo tempo. encolhida, chorei sentimentos e dores que nem imaginava. como que anestesiada, dormi... sonhei, acordei, dormi, sonhei, acordei e voltei a dormir. nas horas seguintes, o vento gelado do domingo, as conversas amenas, os sorrisos, a ternura, a luz, a paz.


ainda há dor, como se um 'rasgo'. tudo acontecendo de forma a eliminar emoções antigas que vieram a tona ao vivenciar as sensações camufladas de um ser.